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Bom dia:

Não sei se já é de conhecimento, estamos empenhados num projeto na costa oeste ( Vancouver) em reconhecimento do pioneiro acoriano JOSE SILVA ( JOE SILVIE)( PORTUGUESE JOE).

Estamos na faze final e gostava de solicitar o seu apoio em divulgar este projeto a todos portugueses ( organizacões)ao vosso alcance.

Envio o link para mais informação e modo de apoio financeiro (contribuição).

HTPP:/SHORETOSHORE.CA

www.chamarritadopico.ca

www.portuguesealliancebc.org

www.shoretoshore.co

Cumprimentos

Victor DaSilva Marques ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar )

 

Uma Historia

José Silva aka "Portuguese Joe" Baleeiro do Pico na Colúmbia Britânica
 
José da Silva que renasce agora através do entusiasmo de Jean Barman e dos seus descendentes espalhados por diversas regiões da Colúmbia Britânica, era um baleeiro do Pico, que em 1850 chegou ao Canadá atraído pela febre do ouro. O ano do seu nascimento continua uma incógnita - 1830?.

"Mesmo o nome Joe encontra-se envolto em algum mistério. Originalmente o seu nome de família seria Silva. Mas porque não sabia escrever alguém teria de fazê-lo por ele. Sempre que necessário complementaria a assinatura com um X para comprovar a autenticidade do que estava a ser assinado. Documentos mais recentes mostram o seu nome escrito tal como seria ouvido: Silva, Silvy, Sílvia e Silver. Por vezes a mesma pessoa escrevia o seu nome de formas diferentes. É possível, mas não provável que alguns destes documentos se refiram a outras pessoas. O nome só gradualmente tomou a forma de Silvey," escreve a propósito Jean Barman.

As memórias mais vividas de Joe Silvey surgem da boca da sua filha mais velha Elizabeth, que já em idade avançada, as revela ao arquivista da cidade de Vancouver, o Major J.S. Matthews. Os seus encontros tiveram lugar de Outubro de 1938 a Outubro de 1943. Um ano e meio depois Elizabeth falecia. A filha deste picoense tinha igualmente uma importante colecção de fotos que são agora parte dos arquivos da cidade de Vancouver. De acordo com os registos canadianos do casamento, Joe Silvey era filho de João e Francesca Hyacintha. No Pico, a infância de Silvey deve ter sido povoada por relatos de viagens para a América no "Morning Star", um navio que regularmente empregava jovens do Pico. Esta teria sido a embarcação na qual Silvey navegou para as Américas. A extraordinária história de José Silva leva-nos a admitir a possibilidade de ele ser neto de um escocês chamado Simmons. Ainda de acordo com Barman existiu um capitão baleeiro que saiu de Massachusets durante os anos 50 do século XIX. Apesar do seu nome (possivelmente uma variante do português Simões), Simmons era português de nascimento.

Uma segunda versão da história liga o nome de Joe Silvey a um dos soldados enviados pela Inglaterra para Portugal em 1808 para combater os franceses durante as guerras Napoleónicas. Alguns soldados decidiram ficar pelos Açores. Assim se poderá falar de uma herança escocesa e do facto de Joe ter uma pele mais clara que a portuguesa. De acordo com um dos seus descendentes, quando um Silvey deixa crescer a barba, a sua cor é vermelha. O registo da família diz que Joe tinha os olhos azuis e o sue filho Henry, verdes. Esta herança, escreve Jean Barman referindo-se a um trabalho dos investigadores Davis, Gallman e Gleiter publicado em 1995, pode explicar as razões pelas quais num documento oficial de compra de terras em 1872, Joe terá dado como seu nome legal o de ‘Joseph Sílvia Seamans.'

Aos 12 anos Joe Silvey começava as suas aventuras. Entre 1840 e inícios de 1850 o seu pai João decide levar dois dos seus filhos para a faina da baleia. Joe jamais voltaria a ver a sua mãe nem a ilha do Pico.

A sua chegada ao Canadá é uma incógnita. O ano de 1860 é o mais plausível sendo aquele referido pelo próprio.