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A melhor descrição dos reis magos até hoje, foi-nos feita por São Beda, o "Venerável" (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Belchior (vulgo Melchior) era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

Relativamente aos nomes dos Magos, e seu simbolismo, Gaspar significa “Aquele que vai inspeccionar”, Belchior significa: “o Meu Rei é Luz”, e Baltazar quer dizer “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra (sinal de imortalidade) em reconhecimento da humanidade.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.

Na antiguidade, o ouro era um presente para um rei, o olíbano (incenso) para Deus, representando a espiritualidade e a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).

Durante a Idade Média começa a devoção dos Reis Magos, tendo as suas relíquias sido transladadas no séc. VI desde Constantinopla (Istambul) até Milão. Em 1164, com os três já a serem adorados como santos, estas foram colocadas na catedral de Colónia, em Colónia (Alemanha), onde ainda se encontram.